Técnicos europeus vão avaliar propriedades rastreadas pelo Sisbov
A missão européia que está em Mato Grosso vai avaliar também propriedades rastreadas pelo Sistema Brasileiro de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), cujas exigências foram alteradas pelo Mapa através de Instrução Normativa publicada em junho desse ano. O Ministério manterá a rastreabilidade obrigatória para animais cuja carne seja destinada para mercados que façam a exigência, caso da União Européia.
O produtor rural tem até 31 de dezembro para aderir ao novo Sisbov, que traz, conforme avaliação do Mapa, mais avanços e parte de uma visão mais madura do setor produtivo. A adesão ao Sisbov é facultativa, entretanto, o secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Mapa, Márcio Portocarrero ressalta que o pecuarista com visão de mercado deve credenciar sua propriedade.
Entre as principais mudanças no novo Sisbov, cujo modelo entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2008, está o conceito de estabelecimento rural aprovado pelo sistema, no qual todos os animais da propriedade devem ser rastreados. Há ainda a utilização de dispositivos eletrônicos como forma de reduzir papéis e facilitar a obtenção dos dados sobre o animal desde o nascimento até o abate.
“O Sisbov é um instrumento importantíssimo para garantir a rastreabilidade de uma propriedade. Não é somente o brinco na orelha do gado, mas a comprovação de como o rebanho está sendo alimentado, como está a sanidade animal, guias de trânsito, enfim é todo o manejo da propriedade, envolvendo a cadeia primária até o abate”, destaca Décio Coutinho, acrescentando que no modelo antigo, somente parte de da propriedade era certificada e no novo modelo, todo rebanho deve ser certificado. “E a partir de 2009 as exigências aumentam ainda mais, pois uma propriedade certificada só poderá comercializar com outra também certificada”, conclui o presidente do Indea.
O novo Sisbov estabelece, de forma clara, o papel do Mapa, do pecuarista, dos frigoríficos e das empresas fabricantes ou importadoras de elementos de identificação.
A previsão dos técnicos do Ministério da Agricultura é de 15 milhões de cabeças cadastradas no novo sistema até o dia 31 de dezembro próximo, o que suprirá, com folga, a demanda por carne bovina rastreada do Brasil. Dos 170 países importadores do produto brasileiro, 54 exigem rastreabilidade, entre eles os da União Européia.
Fonte: Redação 24HorasNews - www.24horasnews.com.br
09/11/2007 - 14h58min |